“Àqueles que compreenderam que o
conhecimento histórico é incompatível com preconceitos e como é importante o
combate por cinema-história!” (Nóvoa,
2012)
![]() |
| Fotografia: Vítor |
No
dia 27/04/2018, aconteceu o primeiro encontro do Grupo de Estudos Cinema-História
da UFRRJ-IM, de 2018.1. Contamos com a apresentação “Conversando sobre Cinema e
Dialogando Conceitos”, sendo responsável pela mesma a aluna Luiza Braga,
graduanda em História na UFRRJ-IM. A palestra teve como base o livro Cinema-História teoria e representações
sociais do cinema. Além disso, a apresentação foi complementada por comentários
do Prof. Dr. José D’ Assunção Barros.
Ademais, todos os
alunos que estavam presentes puderam colaborar e em suas falas abordaram
questões sobre o tema proposto, trazendo suas leituras de mundo, especialmente
quando se trata de Cinema e História, na perspectiva cinema-história, o que nos
fez alcançar o principal objetivo do Laboratório de Pesquisas em Teoria da
História e Interdisciplinaridades (LAPETHI). Estávamos todos unidos no objetivo
do desenvolvimento do conhecimento, proporcionando a troca de saberes,
aprendizados e informações.
Nesse
sentido, aproveitamos a oportunidade de estarmos reunidos em um número
considerável e primeiramente apresentamos o Laboratório de Pesquisas em Teoria
da História e Interdisciplinaridades (LAPETHI), sendo importante lembrar que,
nesse contexto, as interdisciplinaridades correspondem tanto a diálogos com
saberes próximos à História (Antropologia, Sociologia, Comunicação, Geografia e
outros) como interações com as diversas formas de expressão artística, tais
como o Cinema, Música, Literatura, Pintura e Teatro. Além disso, tendo sido o
primeiro encontro do semestre, foram explicados os objetivos acadêmicos do
laboratório, bem como suas linhas de pesquisa: História e Interdisciplinaridade; Teoria da História
e Conceitos; Teoria da História e Experimentação; Teoria da História e
Historiografia; e, por fim, Cinema-História – sendo esta última a linha que
temos desenvolvido mais ativamente no âmbito da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro.
O
grupo de Estudos Cinema-História – que tem desenvolvido esta linha de pesquisa
específica do LAPETHI – tem agregado alunos e ex-alunos da Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro, e de outras, e tem contado com a participação de
outros palestrantes. Dentre suas realizações, destaca-se o Blog Cinema-História,
alimentado em postagens produzidas pelos componentes do LAPETHI e, mais
especificamente, do Grupo de Estudos Cinema-História, além de pesquisadores e
colaboradores voluntários da UFRRJ-IM e de outras universidades que se
interessem pelas pesquisas desenvolvidas. Vale a pena lembrar que o convite à
participação foi lançado aos presentes e está lançada a todos os interessados!
Após
as devidas apresentações, demos início ao estudo de nosso primeiro encontro. Discutimos
o artigo Apologia da Relação
Cinema-História, escrito por Jorge Nóvoa, que está incluído dentre os
artigos do livro Cinema-História teoria e
representações sociais no cinema, sendo o primeiro artigo do livro. Cabe
lembrar que Jorge Nóvoa é doutor em Sociologia pela Universidade de Paris VII –
Denis Diderot, e atualmente professor na UFBA, além de coordenar a Oficina
Cinema-História (UFBA) e ser editor da Revista o Olho da História (UFBA). Indubitavelmente, o texto analisado, de
autoria de Jorge Nóvoa, é fundamental para entender o conceito de
cinema-história e a perspectiva acadêmica que ele representa, a qual seguimos
nos estudos relacionados ao cinema no LAPETHI.
Adicionalmente,
o artigo aborda elementos fundamentais não apenas para circunscrever o conceito
central ali discutido, mas também para tanger os estudos acadêmicos que possuem
vínculos interdisciplinar com o cinema. Em vista disto, nosso olhar se
direcionou, primeiramente, para pontos os quais o autor propõe serem essenciais
para estudar a história pelo cinema e vice-versa, conhecer o cinema e suas
especificidades, “sujando-nos com o barro da história”, manipulando tanto os
estudos de cinema como de história de maneira empírica em seus aportes.
Em
um segundo momento, refletimos sobre as críticas do autor relacionadas à
superioridade da escrita na narrativa histórica, ao conceito de ideologia e às
características geradas pela manutenção do capitalismo em nossas sociedades
contemporâneas. Nesse sentido nos debruçamos no momento em que o autor
explicita sobre a transformação do filme em fontes, sendo fundamentais as suas
palavras: “Para isso, é preciso criar uma nova mentalidade. É indispensável
tratar o cinema como fonte para o conhecimento.”(p.42).
Após
essa primeira sessão de reflexões, discorremos sobre a função do filme como
elemento didático. Esta, no texto, está relacionada à história, mas nos
comentários estendemos as mesmas implicações para outras áreas de conhecimento.
Daí surgem duas questões fundamentais, comentadas pelo autor e que valem a pena
ser rememoradas: primeiro o despertar e desenvolver, nos estudantes, do gosto
pela interpretação e polêmica; segundo, a importância e necessidade de se atentar
para a complexidade que envolve a linguagem cinematográfica com vistas a saber
qual tipo de filme escolher. Nesse sentido, seguimos para pensar o que o autor
chama de atividade formadora e explicita nos termos de ir além do
desenvolvimento crítico dos alunos.
Finalizamos
nossa leitura do artigo, mas não de nossos estudos, refletindo e tecendo
diálogos sobre a criação, o desenvolvimento, manutenção e importância de
Laboratórios de Pesquisas em instituições de ensino, acadêmicas, públicas e
privadas, objetivando o diálogo sem muros, de maneira a que todos, democraticamente,
possam partilhar de informação, saberes e conhecimento.
Referências
NÓVOA. Jorge. Apologia da relação
cinema-história In: Cinema-História
teoria e representações sociais no cinema. Petrópolis: Apicuri, 2012.

Nenhum comentário:
Postar um comentário